sexta-feira, 29 de maio de 2015

Rejeitaram o "distritão"

A proposta do voto por distrito foi rejeitada na Câmara na terça feira (26/05) e a reforma política que nosso país precisa ficou igual como antes, voto proporcional. Por 267 votos contra a 210 a favor a Câmara disse não ao modelo em que deputados e vereadores seriam eleitos de acordo com a quantidade de votos recebidos, no sistema majoritário.

Minha opinião: é questão de justiça, quem recebeu mais votos vai para a casa dos legisladores. Argumentos contra o "distritão" eram de que a proposta iriam prejudicar a solidariedade política e os candidatos que mais recursos materiais e financeiros investissem iriam prevalecer. Mas isso já não é o que acontece? Apesar do voto proporcional prejudicar a população, os candidatos fazem campanhas absurdamente caras com dinheiro vindo dos partidos ou de doações. A intenção de quem é contra o voto distrital, é manter no poder os políticos que ganham a votação na marra, pelo nome do partido e não pela sua capacidade política e pessoal. O político tem que ser autônomo. Tem que construir seu próprio nome. Qualquer profissional liberal faz isso, porque não os políticos? Em Pernambuco, Edinho Silva (PSOL/PE) por diversas vezes foi um dos vereadores mais votados da cidade e bem votado também para deputado estadual, mas por conta do voto proporcional ele sequer assumiu o mandato. Isso é justo? a política não pode ser um meio de vida ou carreira. Repito, quem recebeu mais votos deveria assumir seu mandato e fazer valer seus votos representando seus eleitores.

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