Que Eduardo Cunha é uma pedra no sapato do
PT acredito eu que para os que acompanham política isso tornou-se óbvio no primeiro
semestre de 2015. Mas além de incomodar, o presidente da Câmara provocou um novo
sentimento do governo, o de raiva. O PT definitivamente partiu para o ataque
direto e Cunha partiu pelo rompimento. Agora é disputa política. Cunha versus
Governo.
Após a acusação de ter recebido propina no
esquema do “Petrolão”, Cunha deixou bem claro que no segundo semestre da Câmara
(que se inicia hoje) o jogo político irá esquentar. O PT, por meio da
Procuradoria Geral da União e seu procurador Janot já trataram de colocar no
centro das investigações o envolvimento do deputado carioca. A estratégia
petista é bem conhecida: o assassinato de reputações.
Agosto será um mês imprevisível tanto para
o Congresso quanto para o Planalto, pois as cabeças dominantes agora estão
sofrendo mais pressão do que nunca. Nos bastidores fala-se em enfraquecimento
de Cunha e no planalto cada vez mais o enfraquecimento da presidente Dilma se
torna recorrente. O PMDB tratou de transmitir por meio de nota, que Eduardo
Cunha não deixará a presidência da Câmara em nenhuma hipótese.
Uma
constatação é certa, esse jogo está longe do fim e na minha opinião a guerra
política terá como vencedor o presidente da Câmara. Isso implica indiretamente,
como queiram, a saída de Dilma. Isso é só o começo.
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